Jornal dia
Seu jornal de notícias

Partido da Causa Operária contesta bloqueio de fundos pelo TSE! Veja a importância desses valores!

A 15 dias das eleições municipais, marcadas para 6 de outubro, o PCO (Partido da Causa Operária) está em uma batalha jurídica contra o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Sem acesso ao fundo eleitoral de aproximadamente R$ 3,4 milhões, o partido argumenta que o bloqueio foi feito indevidamente pela Asepa (Assessoria de Exames de Contas Eleitorais e Partidária) devido à falta de prestação de contas em 2019.

Segundo o PCO, existe uma resolução no TSE desde 2020 que não impede os partidos de receberem repasses por falta de prestações de contas, e, portanto, o pagamento deveria ter sido realizado. A falta do fundo eleitoral afeta diretamente as atividades do partido, já que 171 candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador ficam sem essas verbas essenciais.

Qual é a importância do fundo eleitoral para o PCO?

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, João Pimenta, candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PCO, afirmou que os candidatos estão contando com doações pessoais e iniciativas baseadas em amizade. “Alguns estão fazendo na base da amizade, esperando que vão receber, e se não receberem, vai ficar a dívida”, disse Pimenta.

O pedido para acesso ao fundo eleitoral foi realizado em 30 de julho. A ministra Cármen Lúcia, do TSE, solicitou a manifestação do MPE (Ministério Público Eleitoral), que optou por não liberar os repasses. Segundo o partido, a situação permanece sem julgamento, resultando em prejuízos contínuos.

Fonte: 
edup.ecowas.int
Fonte: edup.ecowas.int

O que diz o processo judicial?

O Poder360 tentou contato com o TSE para obter esclarecimentos sobre a demora no julgamento, mas até a publicação desta reportagem não houve resposta. A situação parece ainda mais complexa diante dos seguintes eventos:

  • 30 de julho: PCO entra com pedido para o recebimento do FEFC (Fundo Especial de Financiamento de Campanha).
  • 5 de agosto: MPE se manifesta pela não liberação do fundo eleitoral e pede a cassação do PCO, pedido negado.
  • 16 de agosto: Ministra Cármen Lúcia despacha o processo para a Asepa, que reafirma que as contas não foram prestadas, e o processo retorna à ministra.
  • 22 de agosto: Asepa mantém argumento de que o PCO não divulgou amplamente os critérios do FEFC.
  • 8 de setembro: O prazo para manifestação do MPE expira e o órgão se coloca contra o pedido do PCO.

TSE estaria agindo de forma ilegal?

Em nota oficial, o PCO acusou o TSE de sabotar sua campanha ao não liberar os fundos. A sigla argumenta que o tribunal está ciente de sua própria ilegalidade ao não tomar uma decisão sobre o Fundo Especial de Financiamento de Campanha.

“O tribunal está claramente ciente de que está fazendo algo ilegal, isso é demonstrado pelo fato de que ele não decidiu se vai liberar os fundos. A presidente do TSE simplesmente não julgou o pedido do PCO. Isso mesmo, um tribunal que recebe da União mais de 11 bilhões de reais por ano foi incapaz de tomar uma decisão administrativa em 50 dias,” afirmou o partido em sua nota.

A nota completa do partido e o andamento do processo podem ser acessados em documentos disponibilizados pela sigla.

Essa inércia do TSE não só prejudica o PCO, mas, segundo a sigla, compromete a própria integridade do processo eleitoral. Estas ações configuram um cenário de incerteza, impactando a justa competição política nas eleições de 2024.

Receba as próximas notícias

Ative alertas no navegador. Você pode sair quando quiser.

Quero informar meus dados (opcional)

Esses dados são informados por você e não são verificados. Usaremos apenas para personalizar a experiência de notícias.